Por vezes, muito menos do que as que gostaríamos quando anunciamos a morte de alguém, dizemos “morreu um homem de Deus”. Hoje, morreu um homem de Deus e um homem dos homens! Tive a graça de conhecer o Sr. D. Manuel em menino, de me deixar moldar pelas suas palavras em adolescente e jovem, de a ele me religar – inexplicavelmente, a não ser pelas explicações de Deus – aquando da minha vinda para o Frei Luís de Sousa. A sua ligação a esta nossa casa era, como ele próprio dizia, do sangue. “Essa casa tem muito do meu sangue”, repetia-me invariavelmente sempre que retomávamos uma das nossas conversas telefónicas à noite, com a voz dele cheia de amor, porque na sua vida o sangue sempre foi sinal de amor. O Externato Frei Luís de Sousa muito deve ao Sr. D. Manuel, na história contada e na história por contar. Dele que tantas vezes me dizia “oh rapaz”, alternando com uma contenção púdica com um “oh sr. director” quando me queria passar uma mensagem mais solene, recebi, recebemos das mais lindas lições de amor a Deus e, por isso, à Igreja e, inequivocamente, aos homens nossos irmãos, a todos! O Externato Frei Luís de Sousa rejubila em Deus pelo dom da sua vida e da sua vida eterna. E chora com profunda tristeza a partida dum pai e dum amigo. E promete fidelidade ao que dele recebeu e aprendeu, para sempre. Descanse em paz, Sr. D. Manuel, junto dAquele que tanto amou! Fernando Magalhães – Director (em nome de todo o EFLS)